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Gemba Walk, uma forma simples de turbinar suas operações.

Mulher segurando um tablet em uma escada rolante com elementos gráficos flutuantes mostrando um lembrete de Gemba Walk e uma lista de verificação.

Nenhum líder consegue estar em todos os lugares ao mesmo tempo, e é inevitável que desafios recorrentes ou ineficiências acabem atrasando alguns processos da empresa. É aí que entra o Gemba Walk.

Essa prática ajuda a melhorar processos, facilitar a resolução de problemas e reduzir atividades desnecessárias. É uma estratégia simples para identificar ineficiências, resolver desafios e impulsionar a melhoria contínua.

A seguir, resumimos o que é um Gemba Walk, por que ele é importante e como integrá-lo à estratégia de sucesso da empresa.

Neste guia:

O que é um Gemba Walk?

Um Gemba Walk é uma prática de gestão lean que permite a líderes observar os processos de trabalho no contexto real. Semelhante ao MBWA (gestão por caminhadas), envolve ir pessoalmente à linha de frente onde a equipe trabalha para entender melhor o funcionamento das operações. Também ajuda gestores e gestoras a identificar oportunidades de melhoria. O objetivo do Gemba Walk é revelar aos líderes o que realmente acontece na organização.

O Gemba Walk tem origem no departamento de manufatura da Toyota, no Japão, sendo que o termo “Gemba” pode ser traduzido, aproximadamente, como “o lugar real”. Embora tenha surgido na linha de produção, a prática é útil e aplicável à maioria dos setores e ambientes de trabalho.

Por que os Gemba Walks são importantes?

Ao analisar regularmente os processos no contexto do ambiente de trabalho, os Gemba Walks ajudam líderes a identificar desperdícios e gerenciar ineficiências. Isso os torna mais presentes nas operações do dia a dia e contribui para decisões mais realistas e embasadas.

  • Os Gemba Walks podem ser uma ferramenta essencial para impulsionar a melhoria contínua, com decisões de gestão baseadas em observações precisas e contextualizadas do ambiente de trabalho. Ao manter essa presença real no espaço físico, gestores e gestoras conseguem conectar a visão estratégica da liderança com a realidade operacional vivida pela equipe no dia a dia.
  • Isso oferece uma perspectiva mais ampla sobre o desempenho do negócio, sem depender apenas de informações indiretas.
  • Em um nível mais pessoal, as Gemba Walks também fortalecem o relacionamento entre gestores e suas equipes diretas. Além de transmitir segurança pela presença física no ambiente de trabalho, elas dão aos líderes a oportunidade de conversar com os colaboradores e coletar feedback real e direto.

Ao fortalecer esses relacionamentos e ampliar o entendimento dos processos, as Gemba Walks promovem mudanças positivas e duradouras.

Com que frequência fazer uma Gemba Walk?

A frequência ideal para realizar uma Gemba Walk depende de vários fatores, como:

  • O setor em que você atua.
  • Os produtos ou serviços que a empresa oferece.
  • O tamanho da empresa.
  • Os objetivos e metas específicos.

Em setores como manufatura ou saúde, por exemplo, alguns supervisores realizam Gemba Walks diárias para observar diferentes áreas do negócio. Isso mantém uma visão consistente das operações e facilita a identificação de ineficiências por parte dos gestores.

Em ambientes menos “ativos”, como escritórios financeiros ou de tecnologia, visitas semanais ou mensais podem fazer mais sentido. Isso preserva a autonomia dos colaboradores e garante que as melhorias sejam mantidas de forma consistente.

No fim das contas, cabe a você, como líder empresarial, decidir o que faz mais sentido para a empresa, suas equipes e seus objetivos.

Como fazer uma Gemba Walk simples.

Etapas do processo de Gemba Walk, incluindo ações como elaborar um plano, preparar a equipe e focar no processo.

Embora o processo de implementar uma Gemba Walk possa variar de empresa para empresa e de líder para líder, as etapas a seguir oferecem um guia geral do processo do início ao fim.

1. Elaborar um plano.

Chegar com uma ideia clara do que observar e identificar torna a visita muito mais produtiva.

Comece escolhendo um tema ou ponto focal para a visita, por exemplo, gestão de tempo, fluxo de trabalho e ineficiências no cronograma do projeto. Defina o foco e considere criar uma lista mais detalhada e específica do que deseja observar.

Lembre-se de que essa lista serve apenas como guia, pois o objetivo da Gemba Walk é enxergar o que não seria visível da sua mesa. Por isso, esteja preparado para ser flexível.

Também vale preparar uma lista de perguntas para os membros da equipe durante a caminhada. Por exemplo, peça a eles que detalhem suas funções e responsabilidades ou que compartilhem o que consideram ser o maior desafio no trabalho.

2. Prepare sua equipe.

Se você planeja realizar a caminhada (observando e fazendo perguntas de forma virtual ou presencial), é importante informar os colaboradores com antecedência. O objetivo não é gerar preocupação ou desconfiança, nem deixá-los inseguros quanto à estabilidade no emprego.

Informe a todos quando a caminhada acontecerá e explique seus propósitos e objetivos. Concentre-se no que o Gemba Walk espera alcançar para eles, e deixe claro que a ideia é melhorar o fluxo de trabalho e os processos a longo prazo.

Isso também deixa os colaboradores mais à vontade para compartilhar suas opiniões e ideias, o que melhora o relacionamento e a precisão do feedback.

3. Foque no processo, não nas pessoas.

O objetivo da caminhada não é avaliar os colaboradores, pois isso pode ser contraproducente. Focar nas pessoas e em suas “falhas” pode parecer insensível e ser interpretado como um ataque pessoal.

Em vez disso, concentre-se em processos específicos para aliviar a pressão e estimular ideias e a colaboração. Da mesma forma, ao fazer perguntas, deixe claro que não existem respostas certas ou erradas.

Os colaboradores podem passar a temer o Gemba Walk se perceberem que estão sendo criticados durante o processo. Isso gera desconfiança e não oferece uma visão real de como a empresa funciona. Por isso, reforce que o objetivo não é realizar avaliações, mas sim compreender o valor de determinados processos e identificar formas de otimizá-los.

4. Siga a cadeia de valor.

A cadeia de valor, ou fluxo de valor, representa o movimento de valor ao longo da empresa. Qual produto você oferece? Identifique o valor que sua empresa entrega e reflita sobre como a organização o desenvolve e disponibiliza.

Para isso, identifique onde o “fluxo de valor” tem início. Pode ser no começo de uma linha de produção ou quando um novo trabalho chega. O verdadeiro ponto de partida está com a pessoa que recebe a demanda e dá os primeiros passos no processo.

Durante a caminhada, percorra a empresa acompanhando o fluxo de valor gerado. Em essência, comece pelo início.

Ao acompanhar o processo passo a passo, você pode identificar ineficiências no fluxo, especialmente quando as tarefas passam de uma equipe para outra. É possível encontrar gargalos quando as cargas de trabalho se acumulam e as tarefas não estão bem distribuídas.

5. Pergunte quem, o quê, quando, onde e por quê.

Se você preparou perguntas durante a fase de planejamento, chegou a hora de fazê-las. Ao conduzir o Gemba Walk ou seguir a cadeia de valor, utilize o método dos cinco porquês e os “cinco Ws”: quem, o quê, quando, onde e por quê.

Por exemplo, você pode perguntar:

  • Quem são os membros da equipe envolvidos em determinada etapa do processo?
  • O que esses membros da equipe fazem? Quais são as etapas do processo e como são executadas?
  • Onde o trabalho acontece? O ambiente está estruturado para aumentar a eficiência, ou é desorganizado, confuso ou inadequado?
  • Quando cada etapa do processo é realizada? As etapas seguem uma ordem definida? Essa estrutura é a mais eficiente possível?
  • Por que o trabalho realizado é importante? De que forma ele agrega valor ou melhora o fluxo de valor? Existem atividades que não contribuem com nenhum resultado concreto?

6. Faça anotações detalhadas

Ao observar tudo em tempo real, não confie apenas na memória para registrar cada detalhe. Faça as anotações durante a Gemba Walk, e não depois, para capturar o máximo de informações possível.

  • Por melhor que seja a memória, fazer anotações detalhadas, mesmo que de forma rápida ou abreviada, garante um conjunto de informações muito mais completo e confiável.
  • Anotar também ajuda a manter o foco nas observações específicas. A vontade de dar sugestões na hora pode surgir, mas nem sempre é a melhor abordagem. O ideal é refletir sobre o que foi observado antes de elaborar um plano de melhoria.

Isso também dá mais tempo para formular sugestões com cuidado e reflexão, em vez de oferecer um feedback reativo.

7. Não dê feedback durante a caminhada

Da mesma forma, durante uma Gemba Walk, o objetivo é observar e aprender. Fazer perguntas para esclarecer dúvidas é válido, mas evite dar feedback ou tentar resolver qualquer coisa ainda durante a caminhada.

Nesse momento, pode ser que você ainda não tenha todos os detalhes necessários. Encare a experiência como uma missão de coleta de informações. Após a Gemba Walk, discuta possíveis soluções com a equipe de gestão e os colaboradores com base no que observou.

As Gemba Walks não servem para corrigir colaboradores, mas para entender o que pode ser melhorado em prol de uma eficiência duradoura. Se não forem conduzidas da forma correta, podem afetar o engajamento e a motivação da equipe.

8. Conte com um observador imparcial

Tenha um observador imparcial ao seu lado para obter insights adicionais. Pode ser um gestor ou líder de outro departamento, um fornecedor ou outra pessoa em posição semelhante na empresa.

Para que o observador seja verdadeiramente imparcial, ele não deve ter interesse direto no resultado da Gemba Walk. Assim, consegue se concentrar no que realmente vê, e não no que espera ou teme encontrar.

Um observador imparcial também pode fazer perguntas mais valiosas, que talvez não tivessem surgido para você, justamente por ter menos familiaridade com a equipe e os processos.

9. Revise os resultados com a equipe

Depois de concluir a caminhada, revise as anotações e elabore uma lista inicial de possíveis mudanças, melhorias e sugestões. Quando tudo estiver pronto, reúna a equipe para compartilhar as descobertas.

Você pode fazer isso em uma reunião com os líderes de equipe ou enviando um email ou comunicado. Se usar um software de gestão de equipes ou um software de gerenciamento de projetos, pode até compartilhar os resultados e sugestões da Gemba Walk em uma plataforma acessível a toda a empresa.

Como o Gemba Walk é um processo colaborativo, o ideal é compartilhar os resultados com a equipe e pedir sugestões adicionais. Isso não apenas ajuda a criar um fluxo de trabalho mais eficiente, mas também demonstra aos colaboradores que o feedback deles é levado a sério.

Ao solicitar mudanças, explique o raciocínio por trás das decisões e a visão de longo prazo que as orienta. As pessoas costumam lidar muito melhor com alterações nos processos quando entendem e acreditam na lógica que as fundamenta. Afinal, como essas mudanças vão beneficiar os próprios colaboradores?

10. Realizar uma caminhada de acompanhamento.

Pensando na melhoria contínua, o ideal é realizar Gemba Walks regulares depois de dar um tempo para que as sugestões sejam colocadas em prática.

Na próxima caminhada, você consegue observar diretamente o impacto das mudanças e identificar se novos problemas surgiram. Também é possível consultar os colaboradores sobre suas percepções e se notaram ganhos de eficiência.

O que é um Gemba Walk virtual?

Em vez de acontecer em um ambiente físico, o Gemba Walk virtual usa videochamadas para observar ou revisar processos.

Essas “caminhadas” digitais podem ser tão eficazes para equipes remotas ou híbridas quanto para fabricantes, e são uma ótima opção para empresas sem espaço físico de escritório.

Os Gemba Walks virtuais ajudam a economizar tempo e recursos em deslocamentos, ao mesmo tempo que otimizam o processo como um todo. Além disso, como geralmente acontecem em formato individual, incentivam uma melhor colaboração à distância, o que é especialmente valioso para colaboradores mais isolados, que não interagem com frequência com colegas e lideranças.

Como realizar um Gemba Walk virtual.

Ilustrações dos métodos de realização de Gemba Walks: chamadas remotas, grupos de foco online e acompanhamento virtual.

Os Gemba Walks virtuais podem ser conduzidos de diversas formas. Por não serem presenciais, oferecem mais flexibilidade quanto ao formato. Algumas das opções disponíveis são:

  • Chamadas individuais remotas. Agende uma videochamada com os colaboradores e entreviste-os sobre suas funções e determinados processos. É uma boa oportunidade para que forneçam feedback mais específico, e até delicado, em um ambiente mais privado.
  • Grupos de foco online. Ideal para ambientes com foco em equipe que demandam muita colaboração. Os grupos de foco reúnem as pessoas e tornam o processo virtual mais participativo. Você pode pedir diretamente as opiniões sobre determinadas questões, estimular uma discussão mais ampla e identificar os obstáculos enfrentados e como ajudar a eliminá-los.
  • Acompanhamento virtual. Nesse formato, o colaborador compartilha a tela e o gestor acompanha o processo enquanto ele trabalha. Assim como no Gemba Walk presencial, você só interrompe o colaborador para fazer perguntas de esclarecimento, sem oferecer feedback direto.

Os Gemba Walks virtuais seguem os mesmos passos e checklists das caminhadas presenciais. No entanto, oferecem a vantagem adicional de capturar telas ou gravar as demonstrações, o que facilita a retenção e o gerenciamento das informações e a elaboração de um plano de longo prazo.

O checklist do Gemba Walk.

Os Gemba Walks exigem consistência, por isso usar um checklist para estruturar cada um é fundamental. Ele oferece uma estrutura à equipe e contribui para garantir a qualidade uniforme das descobertas a cada caminhada.

Cada organização é diferente, mas você pode usar este checklist de Gemba Walk como ponto de partida ao definir os focos e as questões principais:

Estabelecimento de processos de trabalho.

  • Descreva o processo de trabalho
  • De que forma esse processo contribui para as metas da empresa?
  • Qual colaborador é responsável por cada tarefa?

Reflexão sobre os processos.

  • O processo está claramente documentado?
  • Por que o colaborador realiza a tarefa dessa forma?
  • O que pode impedir esse processo de atingir a meta?
  • Existe um processo para reportar problemas?
  • O colaborador sabe a quem reportar os problemas?

Construção de soluções.

  • O que pode agilizar ou melhorar esse processo?
  • O colaborador tem preocupações ou problemas com o processo?
  • Qual é a causa raiz do problema?
  • O colaborador tem ideias ou sugestões para resolver o problema?
  • Algum material, equipamento ou software tornaria esse processo mais fácil?

Primeiros passos com as Gemba Walks.

As Gemba Walks dependem de estrutura e consistência para funcionar bem. Pode ser tentador partir direto para a primeira caminhada, mas planejar e preparar tanto você quanto os colaboradores com antecedência faz toda a diferença.

Lembre-se: a caminhada em si serve para coletar informações, não para dar feedback reativo. Só após concluir as observações é que você deve começar a construir o plano de longo prazo para fomentar uma cultura de melhoria contínua.

Quando chegar a hora de colocar as mudanças em prática, soluções como Adobe Workfront podem impulsionar a colaboração e gerar resultados mensuráveis para os negócios.

Workfront integra pessoas, dados, processos e tecnologia em toda a organização, permitindo gerenciar o ciclo de vida completo dos projetos do início ao fim, com uma visão mais abrangente da cadeia de valor. Ao otimizar e centralizar os projetos digitais, equipes multifuncionais podem se conectar, colaborar e trabalhar de qualquer lugar, dando sempre o melhor de si.

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