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O trabalho humano-agente já está transformando o marketing. A questão é quem vai liderá-lo.

As empresas estão migrando para um novo modelo operacional em que os agentes trabalham lado a lado com profissionais de marketing para realizar tarefas e retornam com resultados concretos, não com sugestões.

Chamamos isso de trabalho humano-agente. Em vez de um copiloto a ser consultado, os agentes atuam como verdadeiros participantes: operam nos mesmos sistemas, utilizam o mesmo contexto e seguem os mesmos padrões da equipe. No entanto, poucas empresas, e ainda menos organizações de marketing, têm a infraestrutura pronta para adotar esse novo modelo.

Um agente capaz inserido em uma operação de marketing sem saber como a empresa funciona, o que já deu resultado ou quem precisa aprovar o quê, é basicamente um estranho brilhante. Ele não consegue absorver o conhecimento organizacional como um novo colaborador faria, então os fluxos de trabalho se quebram e cada resultado exige uma nova revisão.

A BCG constatou que transformar um agente de estranho brilhante em parceiro confiável é o que diferencia as empresas que estão obtendo retorno nos investimentos em IA das que não estão. As organizações que forneceram aos agentes o contexto compartilhado necessário registraram um aumento de produtividade de aproximadamente três vezes e reduziram os ciclos em até 80%.1 Ignorar essa etapa deixa as empresas presas, gastando mais tempo verificando o trabalho dos agentes do que reduzindo o tempo total gasto.

O marketing tem muito a ganhar com os agentes e pouco espaço para deixá-los operar no escuro.

Todas as áreas de uma empresa precisarão, eventualmente, fornecer contexto suficiente para que um agente seja confiável, mas o marketing tem menos margem para errar. Os agentes de marketing afetam diretamente a marca e as experiências do cliente, então quando um sai dos trilhos, o problema não fica restrito ao ambiente interno. O erro chega até os clientes reais na voz da marca, e alguém precisa responder: “Quem aprovou isso e tinha autorização para tal?”

Antes de avançar para um modelo real de trabalho humano-agente, a questão central é se os agentes conseguem ter visibilidade de toda a operação. É assim que eles se tornam seguros para uso e confiáveis.

Para isso, os CMOs precisam organizar os sistemas de trabalho de suas equipes em torno de três áreas principais:

  • Contexto empresarial. Tanto humanos quanto agentes devem compartilhar a mesma compreensão básica do negócio. Isso inclui a marca, os planos de campanha e o que já funcionou antes.
  • Visão unificada dos sistemas de marketing. Para evitar que os agentes trabalhem com uma visão incompleta, todos os sistemas de marketing precisam estar conectados, para que os agentes possam acessar as ferramentas, o conteúdo e até outros agentes, se necessário, para concluir o trabalho.
  • Governança de ponta a ponta. Para garantir resultados confiáveis, os agentes precisam de regras claras de aprovação, diretrizes de marca e política, revisão humana em tarefas de alto risco e uma trilha de auditoria completa caso algum resultado seja questionado.

Organizar-se em torno dessas áreas é a prioridade imediata das equipes de marketing hoje. Errar significa mais uma ferramenta que ninguém sabe usar direito. Acertar traz novo valor para a organização por meio de ganhos de produtividade.

Como sair do ciclo de prova de conceito de IA.

Implementar iniciativas de IA pode parecer avassalador e levar facilmente a projetos de prova de conceito intermináveis que oferecem pouco valor de ponta a ponta. Em vez disso, as organizações de marketing devem se concentrar em áreas-chave de melhoria, priorizando-as com base nas necessidades internas e no valor potencial.

Moria Fredrickson, cliente da Adobe e VP de Marca e Experiência Digital, e sua equipe na Lumen adotaram essa abordagem. Em vez de perseguir cada caso de uso de IA de uma vez, a equipe executou as iniciativas de IA com base em um plano disciplinado e focado em metas. E os resultados vieram: a Lumen agora economiza aproximadamente 70 horas por execução de campanha e US$ 5 mi por ano na produção de mídia paga, além de lançar campanhas sociais 65% mais rápido, cerca de 15 vezes o ritmo de antes da transformação.

Os conselhos de Moria para sair do ciclo de prova de conceito:

  • Comece com o objetivo em mente. Decida quais projetos avançar ou encerrar somente após definir os KPIs de cada um antes do início.
  • Divida o trabalho em quatro fases curtas. Explore, valide, implemente e monitore projetos ao longo de 4 a 8 semanas, encerrando com uma decisão clara de avançar ou não.
  • Comece onde os dados já existem e nas ferramentas que as pessoas já utilizam. Direcione profissionais com foco em crescimento para explorar e validar o potencial da IA e, depois, passe a implementação e o monitoramento para colegas com perfil operacional, para transformar uma POC comprovada em valor de ponta a ponta.

Quando as equipes estiverem prontas para escalar os agentes de IA, garantir que os sistemas subjacentes estejam conectados e com governança adequada evitará que os projetos piloto esbarrem sempre no mesmo obstáculo.

O trabalho humano-agente só traz resultado com a infraestrutura certa.

As grandes empresas não estão adotando o trabalho humano-agente aos poucos. De acordo com o IDC, 90% das grandes corporações já implementam agentes por meio das três abordagens disponíveis (ferramentas de terceiros, agentes incorporados em plataformas existentes e agentes personalizados) e esperam ganhos de produtividade superiores a 30% no ano.3

Mas simplesmente inserir um agente em um fluxo de trabalho sem preparo e esperar que ele se integre como um novo colaborador não funciona. Por mais entusiasmo que haja, nenhum agente terá o contexto que uma pessoa absorve naturalmente. As organizações de marketing que obtiverem valor real do trabalho humano-agente não serão as que tiverem mais agentes, mas as que derem a eles o que precisam para agir com confiança.

Adobe Workfront lidera o trabalho humano-agente.

É exatamente isso que Adobe Workfront oferece. A maioria das implementações de agentes hoje exige que as empresas montem o contexto e a governança por conta própria. O Workfront já tem os dois integrados, para que os agentes possam receber tarefas reais com confiança desde o primeiro dia. Combinado com colaboradores de IA, a transição para um modelo humano-agente pode ser tão simples quanto atribuir tarefas a agentes em quem a equipe já confia, sejam eles da Adobe ou de outros fornecedores. Esses agentes utilizam o mesmo conhecimento do negócio que qualquer pessoa da equipe teria, conectando-se a sistemas da Adobe e de terceiros para concluir o trabalho, com as pessoas certas envolvidas exatamente onde é necessário. O resultado é um fluxo de trabalho totalmente conectado e governado, da primeira tarefa à decisão final.

O contexto empresarial, a visibilidade unificada e a governança de ponta a ponta ajudam os agentes a deixar de ser estranhos brilhantes para se tornarem colegas que impulsionam a produtividade.

Os colaboradores de IA já estão disponíveis. Saiba mais sobre eles aqui.

FONTES

  1. Boston Consulting Group, Applied AI at Its Most Impactful with Agentic Enterprise Operations (Executive Perspectives), jun. 2026. Os dados de produtividade 3x e de 80% no tempo de ciclo são do BCG, extraídos do seu relatório de 2025 “The Widening AI Value Gap”.
  2. Gartner, Ontologies Are Crucial to Improve AI Accuracy and Reduce Costs, 13 de mai. de 2026, ID G00853677.
  3. Gerry Murray, The State of Agentic Marketing in Large Enterprises (IDC Survey), IDC, fev. 2026. Baseado na Agent-Based Marketing Operations Survey do IDC, out. 2025 (n = 81).

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